Analisar a concorrência é uma prática valiosa do marketing estratégico: entender o que os concorrentes fazem ajuda a empresa a se posicionar melhor, identificar oportunidades e aprender com o mercado. Mas análise de concorrência não é copiar, e sim compreender o cenário para tomar decisões melhores. Feita bem, ela revela onde se diferenciar e onde melhorar. Entender como fazê-la é útil para qualquer estratégia.
Neste guia, você vai aprender como fazer uma análise de concorrência.
Para que serve analisar a concorrência
Analisar a concorrência serve para entender o cenário competitivo e usar esse entendimento estrategicamente. Ela ajuda a saber como a empresa se posiciona em relação aos concorrentes, identificar oportunidades (espaços não ocupados, coisas que ninguém faz bem), aprender com o que os outros fazem (boas práticas e erros a evitar), e embasar decisões de diferenciação e estratégia. O objetivo não é imitar, e sim compreender o mercado para se posicionar e agir de forma mais inteligente. A análise de concorrência é uma fonte de insights que enriquece a estratégia com a perspectiva do que acontece ao redor.
Defina quem analisar
Um primeiro passo é definir quais concorrentes analisar. Isso inclui os concorrentes diretos (que oferecem o mesmo que a empresa para o mesmo público), mas pode incluir também concorrentes indiretos (que resolvem o mesmo problema de outra forma) e referências do setor (empresas que se destacam e das quais se pode aprender). Não é preciso analisar todos, e sim os mais relevantes para entender o cenário e a posição da empresa. Escolher bem quem analisar foca o esforço no que traz mais insights. Analisar os concorrentes certos é mais valioso que tentar mapear o mercado inteiro superficialmente.
O que observar na concorrência
Uma boa análise observa vários aspectos dos concorrentes: seu posicionamento e proposta de valor, seus produtos e ofertas, sua comunicação e presença (site, redes, conteúdo, anúncios), seus pontos fortes e fracos, e como o público os percebe. O objetivo é entender como eles se posicionam e atuam, o que fazem bem e onde deixam a desejar. Observar esses aspectos dá um retrato de cada concorrente e do cenário como um todo. O que observar pode variar conforme o objetivo da análise, mas o foco é sempre extrair um entendimento útil sobre como os concorrentes atuam e se posicionam no mercado.
Extraia insights, não só dados
O valor de uma análise de concorrência não está em acumular informações, e sim em extrair insights: conclusões úteis para a estratégia. Depois de observar os concorrentes, é preciso interpretar o que se viu: onde há oportunidades de diferenciação, o que o mercado faz bem que vale acompanhar, que espaços estão desatendidos, onde a empresa pode se destacar. Uma análise que apenas descreve os concorrentes, sem tirar conclusões, tem pouco valor. O importante é transformar a observação em insights que orientem decisões: como se posicionar, onde investir, como se diferenciar. Insight, não dado bruto, é o produto de uma boa análise.
Analise para se diferenciar, não copiar
Um princípio importante é que a análise de concorrência deve levar à diferenciação, não à cópia. Copiar o que os concorrentes fazem torna a empresa mais uma no meio da multidão, sem se destacar. O valor da análise está justamente em identificar como ser diferente e melhor: encontrar espaços que os concorrentes não ocupam, fazer diferente o que eles fazem, atender melhor onde eles falham. Entender a concorrência serve para se posicionar de forma distinta e vantajosa, não para imitar. A boa análise inspira diferenciação e estratégia própria, usando o conhecimento do cenário para a empresa encontrar e ocupar seu lugar único.
Faça da análise algo contínuo
O cenário competitivo muda com o tempo: concorrentes surgem, mudam de estratégia, evoluem. Por isso, a análise de concorrência é mais útil quando feita de forma periódica, e não apenas uma vez. Acompanhar o mercado de forma contínua mantém a empresa atualizada sobre o cenário e atenta a novas oportunidades e ameaças. Não precisa ser uma análise profunda o tempo todo, mas manter um olhar atento ao que a concorrência faz ajuda a empresa a se adaptar e a se manter competitiva. A análise de concorrência é mais um hábito estratégico contínuo do que um exercício pontual.